invisível
Sempre que olho de soslaio, discretamente,
os olhos de uma linda mulher
ou a face bela que me envolve a mente
ou quando me ponho a ver,
de modo a não ser notado,
a beleza, tanta, que mal posso crer,
sinto no peito indizível estado
Então, para ninguém perceber,
mantenho-me tímido, quieto,
e percebo, aflito, no peito já duro,
o triste desalento dos dias incertos;
É que não creio mais nos sonhos meus:
Em novos dias já não posso acreditar.
E assim, vivo a olhar
montanhas que não posso alcançar

